Segunda-feira, Abril 19, 2004

Semana desportiva no Algarve junta seis centenas de universitários do Minho

No primeiro dia das inscrições, já havia 36 equipas, de um total de 62 lugares disponíveis. Os desportos acabam amanhã com o retorno para o Minho

Isabel Geraldes Freire

As bolas cruzam o ar, compassadas pelo marulhar das ondas e pela música ritmada que sai das colunas instaladas no meio da praia de Porto de Môs, em Lagos, no Algarve. Em dois campos de voleibol improvisados e um de futebol dão lugar às equipas de estudantes (62 no total), chamadas até à competição pelos membros da Associação Académica da Universidade do Minho (AAUM) e dos Serviços Sociais da UM (SASUM), que compõem a organização da semana desportiva da academia minhota.
O número de inscrições para a Gata na Praia 2004 foi limitado a 62 equipas de oito elementos cada uma (quatro rapazes e quatro raparigas), números que foram atingidos antes do fim do prazo limite para o registo. Logo no primeiro dia, foram 36 as equipas inscritas para a “Gata”, que conta neste momento com 512 estudantes a concorrer nas provas, mais 40 membros da organização e 30 patrocinadores convidados. O preço das inscrições era de 90 euros por pessoa, o que incluiu alojamento e deslocações, para além da garantia de participação nas provas de voleibol, futebol, spirebol, sexsky e jogo da corda.
Mas na Gata na Praia – assim se denomina o evento que já vai na sua terceira edição – várias faltas de comparência são anunciadas, porque, como afirmou Luzio, membro da Equipa “O Polvo”, “o tempo passado no Algarve não é só sobre desporto. É também para nos divertirmos e passarmos um bom bocado com pessoas de quem se gosta”. A equipa “O Polvo” já estava organizada desde o ano passado, altura da segunda edição do evento desportivo. De facto, é com alguma antecedência que muitas equipas surgem, como a equipa de Cristina Silva e Fátima Machado que já estava pronta desde Janeiro. “Já algum tempo antes se sente o espírito da Gata”, confessa Cristina que já havia estado na edição anterior.
A “Gata na Praia” começou às 7h00 da manhã de segunda-feira passada, com a reunião de todas as equipas. Para deslocar todas as pessoas, foram alugadas nove camionetas, que rumaram até sul, às 9h00, após a conclusão de todos os procedimentos, como a entrega das pulseiras identificativas dos universitários participantes e a confirmação de todas as equipas. A viagem, contudo, não começou bem, porque uma avaria numa das camionetas obrigou a uma paragem de cerca de quatro horas na estação de serviço de Leiria, de modo a esperar por uma camioneta de substituição.
Para estes, a viagem às 22h00, demasiado tarde para irem às compras, pelo que a organização teve de encomendar alguns mantimentos. Nos dias seguintes, todas as compras podiam ser feitas usando uma camioneta alugada pela organização, que faz o trajecto hiper-mercado/habitações duas vezes por dia. O alojamento é no clube Porto de Môs ou num hotel.
A praia e a piscina do aldeamento enchem-se de estudantes durante a tarde, mas a noite é passada numa discoteca local, onde ditam as regras que só se entra mostrando a pulseira identificativa. O sol tem sido uma constante durante esta semana, o que tem contribuído para a satisfação das pessoas. “Tivemos muita sorte com o tempo”, confessa Roque Teixeira, um dos membros da organização, que se mostra bastante optimista com o evento. Em termos económicos, a expectativa dos organizadores é que a Gata na Praia tenha um saldo de zero, com o dinheiro das inscrições e dos patrocínios a cobrir todas as despesas.



CAIXA

Uma avaria na camioneta e um atraso de mais de quatro horas

A viagem não correu bem para os passageiros da camioneta número três, com destino a Lagos. Por volta do meio-dia, quando o veículo já se encontrava na auto-estrada, perto de Pombal, as pessoas dos bancos de trás da camioneta aperceberam-se que esta estava a deitar fumo. A avaria já havia sido detectada pelos viajantes do autocarros que seguia imediatamente atrás que tentaram avisar o motorista, através do telemóvel, mas apenas com tentativas frustradas por falta de rede. Os alunos que circulavam na camioneta avariada já haviam mencionado antes barulhos estranhos, mas só com o fumo se verificou a avaria de uma corrente que permitia a refrigeração do motor. Depois da avaria detectada, o veículo teve de parar na auto-estrada e os passageiros foram divididos por outras camionetas, sendo obrigados a viajar de pé ou no chão entre as malas, durante cerca de 50 minutos, até chegarem à estação de serviço de Leiria. Aí, a transportadora providenciou uma nova camioneta que teve, todavia, que partir do Porto, o que implicou uma espera de mais de quatro horas para estes estudantes. Quando chegaram a Lagos, depois de uma viagem de 13 horas, já eram 22h00.